quarta-feira, 19 de setembro de 2007

JOGOS DE AZAR

Apostamos amor
Como um jogo de sorte
Em que a moeda valia
Do peito ao sexo.

Em cassinos luminosos
Jogamos cartas marcadas
Viciadas roletas
– Brincamos com as mãos.

Com truques que inventei
Ganhava e te punha escrava
(Eu fazia chantagem
Ponto após ponto meu).

Pois não foi que teus calos
Viraram a mesa
O meu mundo
Tudo de pernas pro ar?

“A mim não apetece
Esses jogos de azar.”
Saí dando de ombros
Fracassado e de bolso vazio.

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