quarta-feira, 19 de setembro de 2007

DE POSTE EM POSTE

Uma sombra deitada
Acordada e dinâmica
Refletindo no asfalto
Tudo que não conheço.

Passo a mais, passo a mais
A luz descorando o sem-cor.
Passo a mais, passo a mais
Rumo a morte da escuridão.

Quando se dá por plena
A luz deste meu passo,
Uma sombra que se extingue
É um novo curso que começa.

Passo a mais, passo a mais
O negro borrando o clarão.
Passo a mais, passo a mais
Rumo a morte da plenitude.

Quando se toma forma
A sombra berrante que me guia,
Recorro-me a uma luz
Para livrar-me desta cegueira.

E passo a mais, passo a mais
Luz sanando sombra.
Passo a mais, passo a mais
Luz gerando sombra.

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