BOLETIM DE VIOLÊNCIA
(1ª POESIA DO ZECA)
(1ª POESIA DO ZECA)
Zequinha namorando no beco sem saída
Abraçando gostosinho a Dona Maria
O moço de boné interrompendo a ação
De supetão vindo as palavras pontudas
Eu quero a carteira
Passa logo a carteira, seu Zé!
Ia Zé Ordinário doando sua féria
Ia vergonha crescendo
Ia a cabeça abaixando
Da cúmplice se escondendo.
Zé Burro tomou decisão
A orla do boné desaparecendo na esquina
Zé Carlos desembocou correndo do beco
Fazendo escândalo ofegante
Chamando o desgraçado de desgraçado
Desgraçado que mais desgraçou o desgraçado do Zé
O boné se assustando e disparando gatilho
O metal perfurando e parando Zeca
A carteira indo embora com o boné
E foi.
Zeca caindo no asfalto
Duro e frio
E foi.
Foi na Pompéia de Santos.

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